Jovens não se importam com políticas de segurança digital das empresas, aponta pesquisa

O estudo foi realizado em outubro por meio de entrevistas junto a 3,2 mil funcionários de 20 países com idades entre 21 e 32 anos que trabalham em período integral e têm dispositivos (tablet, smartphone ou notebook) próprios. Os países latino-americanos que participaram da pesquisa foram Brasil, Chile, Colômbia e México. Embora a maior parte dos quesitos seja semelhante à média global, alguns pontos foram bem peculiares.

Forte tendência à violação

Apesar do otimismo dos entrevistados sobre a disposição para uma política BYOD (“bring your own device”, ou “traga seu próprio dispositivo”), com 45% concordando que ela os autoriza a utilizar seus dispositivos, 51% da amostra global afirmou que violaria qualquer política em vigor que proibisse o uso de dispositivos pessoais no trabalho ou para propósitos de trabalho.

Esta tendência de ignorar medidas destinadas a proteger o empregador e o empregado ocorre igualmente em outros domínios de uso pessoal de TI. Cerca de 36% dos entrevistados que utilizam seu armazenamento em contas pessoais em nuvem (por exemplo, DropBox) para fins de trabalho disseram que quebrariam qualquer regra que visasse impedi-los .

Ainda que o percentual de funcionários latino-americanos dispostos a violar as políticas de BYOD (45%) seja ligeiramente menor do que o índice global, destaca-se que, ao contrário da amostra total que indica que as empresas com políticas em vigor “os autoriza” a utilizar seus dispositivos, na América Latina 55% dos entrevistados afirmaram que a empresa na qual trabalham não têm uma política corporativa definida gerenciando o uso de dispositivos pessoais no trabalho.

Isso representa uma oportunidade para as empresas educarem seus funcionários sobre a importância de tais políticas e sobre o eventual impacto negativo ao quebrarem essas medidas de segurança. Isto é ainda mais relevante considerando-se o fato de que 64% dos entrevistados latino-americanos disseram que usam seus próprios dispositivos pessoais para fins de trabalho, o que representa uma quantidade maior do que a amostra global que foi de 44%.

Contas pessoais na nuvem para dados corporativos confidenciais

Em nível global, 89% da amostra tem ao menos uma conta pessoal em um serviço de armazenamento em nuvem com o DropBox representando 38% da amostra total. Cerca de 70% dos titulares de contas pessoais usam suas contas para fins de trabalho. Os números dos entrevistados da América Latina são mais altos, com 94% da amostra indicando que eles têm pelo menos uma conta pessoal de um serviço de armazenamento em nuvem e 80% indicando que eles usam suas contas pessoais para fins de trabalho.

Um dos aspectos mais reveladores do estudo é que, embora os entrevistados entendam que existam riscos de segurança na utilização de serviços em nuvem, eles ainda armazenam informações que podem ser críticas e perigosas para o sucesso da empresa em que trabalham. No caso da América Latina, mais da metade (61%) dos indivíduos pesquisados ​​afirmaram compreender os riscos de segurança envolvidos ao utilizar serviços em nuvem. No entanto, quase um terço (31%) da amostra latino-americana admite o armazenamento de dados dos clientes que utilizam estas contas, 24% armazenam documentos particulares críticos como contratos / planos de negócios, 13% guardam informações financeiras enquanto 7% arquivam senhas. Esses números são as mesmas respostas registradas em nível global.

Equipamentos com risco

Entre uma das constatações mais preocupantes da pesquisa, 14% dos entrevistados disseram que não iriam dizer ao seu empregador se um dispositivo pessoal usado para fins de trabalho tornou-se comprometido e perigoso. No caso da América Latina, 12% disseram que também não diriam nada, no entanto, quando questionados se sentiam ter a obrigação de entender os riscos de segurança para a sua empresa a partir do uso de dispositivos pessoais no trabalho ou para o trabalho, a maioria (90%) concordou que isso é de fato muito importante.

Fonte: Administradores.com.br

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About carlosfabiano

Analista de infraestrutura e Segurança Professor de Tecnologia da Informação

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