FBI revela sistema de reconhecimento facial de US$ 1 bilhão

Na última segunda-feira (15), o FBI (agência federal de investigação do país) anunciou um novo sistema de reconhecimento facial avançado que deve complementar sua capacidade de identificação biométrica atual. A nova ferramenta levou seis anos para ser desenvolvida e custou mais de um bilhão de dólares aos cofres públicos.

Chamado de Next Generation Identification (NGI), o sistema introduz dois novos serviços que visam acelerar o processo de notificação e pesquisas sobre criminosos. O primeiro, Rap Back, permite que entidades autorizadas recebam informes sobre o histórico criminal de qualquer pessoa em cargos de confiança, como professores e médicos. Além disso, responsáveis por investigações e condicionais podem usar a funcionalidade para manter vigilância sobre pessoas sob sua supervisão.

O Interstate Photo System (IPS), por sua vez, age como o coração do NGI, dando suporte à força policial dos EUA ao disponibilizar um sistema integrado de consulta de imagens e digitais. Espera-se que esse seja um grande avanço para a justiça, já que as ferramentas biométricas podem ser utilizadas como um meio de investigação avançado.

Risco à privacidade?

O NGI deve permitir que policiais tenham acesso rápido a milhões de fotos de criminosos para que possam identificar alguém no meio de uma multidão. Os agentes vão poder comparar imagens de câmeras de segurança e outras gravações públicas com o conteúdo do banco de dados do FBI, podendo assim chegar à identidade do suspeito.

Com a tecnologia avançando a passos largos, a qualidade de imagem das câmeras nas ruas e em estabelecimentos públicos acaba alcançando um patamar em que frames podem ser usados para identificar com precisão qualquer sujeito capturado. Como o sistema não depende apenas de rostos, podendo registrar marcas como tatuagens e cicatrizes, estima-se que milhões de novas fotos serão armazenadas diariamente.

Ainda que o objetivo seja nobre, sempre resta uma preocupação em relação à privacidade das pessoas comuns. Na página oficial do NGI há um pequeno parágrafo comentando sobre esse tipo de preocupações. De forma seca, é dito que o sistema segue as limitações impostas pela lei e está em constante atualização.

Fonte: NGIFBIThe Next Web

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