Britânico em cibersegurança acusa Rússia de ataques informáticos

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A Rússia lançou ciberataques contra veículos de imprensa britânicos, empresas de telecomunicações e de energia no ano passado, denunciou nesta semana o chefe da agência de segurança informática britânica, em meio a acusações de que Moscou teria interferido no referendo sobre o Brexit.

“A Rússia tenta socavar o sistema internacional. É simples assim”, disse Ciaran Martin, chefe do Centro Nacional de Cibersegurança (NCSC), em conferência em Londres à qual assistiram profissionais de tecnologia, segundo seu gabinete. “A ingerência russa, vista pelo NCSC no transcurso do ano, inclui ataques aos meios de imprensa britânicos, a companhias de telecomunicações e de energia”, acrescentou.

O NCSC coordenou a resposta do governo a 590 incidentes significativos desde que foi lançado, em 2016, mas a agência não detalhou quais estavam vinculados à Rússia. Na segunda-feira, a primeira-ministra britânica, Theresa May, acusou Moscou de tentar “transformar a informação em uma arma” com a finalidade de “semear a discórdia no Ocidente e prejudicar nossas instituições”.

Segundo May, a Rússia mobiliza “seus meios de comunicação, chefiados pelo Estado, para difundir falsas informações e imagens manipuladas”. Moscou considerou estas acusações “irresponsáveis e sem fundamento” e as atribuiu à necessidade do governo britânico de desviar a atenção do público dos problemas domésticos.

Londres iniciou uma investigação sobre as acusações de que Moscou teria tentado influenciar, no ano passado, o referendo sobre se a Grã-Bretanha deveria ou não permanecer na União Europeia. Nesta quarta, May disse aos parlamentares que o Comitê de Inteligência e Segurança do Parlamento investigaria a ingerência russa.

Enquanto isso, o Comitê de Cultura, Mídia e Esportes do Parlamento solicitou informações de Twitter e Facebook sobre as contas vinculadas à Rússia e espera ouvir os encarregados destas plataformas na embaixada britânica em Washington no início de 2018.

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280 caracteres para todos no Twitter

A empresa anunciou, nesta terça-feira (7), que agora os tuítes podem ter até 280 toques, o dobro do tamanho original. A liberação começou a partir das 19h, mas deve chegar aos poucos às redes dos usuários.

Desde setembro, a empresa realizava testes com grupos limitados de usuários para avaliar a decisão.

O principal argumento para a mudança é a busca por facilitar o uso da plataforma, permitindo que usuários postem mais rapidamente, sem se preocupar tanto com edições para se enquadrar no tamanho permitido.

A empresa diz que o limite de 140 caracteres criava desafios para encaixar partes dos pensamentos em um tuíte. Indício disso é que, historicamente, 3,5% dos tuítes em português e 9% dos tuítes em inglês ficavam justamente no limite de 140 caracteres.

Segundo o Twitter, no teste, apenas 0,2% das postagens em português e 1% das feitas em inglês atingiram o tamanho do novo limite de 280 caracteres durante a experimentação.

E vamos aos mimimis hehe (eu gostei!)

Whatsapp libera função de apagar mensagens enviadas

WhatsApp começou a liberar um recurso que apaga mensagens enviadas inclusive para quem as recebeu. A novidade funciona tanto em conversas individuais como em grupo, mas só é possível excluir mensagens em até 7 minutos após seu envio.

A função é um pedido antigo dos usuários do WhatsApp, mas ainda não está disponível para todos. Até então, só era possível apagar mensagens da sua própria janela de bate-papo. Ou seja, os outros membros de uma conversa continuavam vendo-as.

De acordo com o WhatsApp, o recurso de apagar mensagens para todos é especialmente útil quando uma mensagem é enviada por engano, em uma conversa errada ou caso ela tenha causado algum tipo de arrependimento.

A empresa diz que, quando uma mensagem é excluída de uma conversa, os outros contatos vão ver a frase “Esta mensagem foi apagada” no lugar. Da mesma forma, se a frase aparecer em alguma conversa sua, isso significa que o remetente decidiu removê-la.

Como usar

Para usar o recurso, é preciso tocar em cima da mensagem, selecionar a função “Apagar” e, depois, em “Apagar para todos”.

Para que a novidade funcione efetivamente e as mensagens sejam apagadas para todos os membros de uma conversa, é obrigatório que remetente e destinatários tenham a versão mais atualizada do WhatsApp para Android, iPhone ou Windows Phone.

O WhatsApp não informou quando a função estará disponível para todos os usuários. Também não há informações sobre o funcionamento do recurso no WhatsApp Web, versão do aplicativo para navegadores de computadores desktop.

Fonte: WhatsApp

Ciberataque afeta 200 entidades na Rússia e Ucrânia

Um ciberataque perturbou os sistemas informáticos de um aeroporto internacional na Ucrânia, meios de comunicação russos e outras 200 entidades, indicou nesta quarta-feira uma empresa de segurança informática.

Segundo a empresa russa de segurança informática Kaspersky Lab, cerca de 200 entidades se viram afetadas pelo vírus “BadRabbit”, principalmente na Rússia, mas também a Ucrânia e, em menor medida, Turquia e Alemanha.

Kaspersky Lab, disse que o ataque começou na terça-feira pela manhã, acrescentou que as vítimas instalaram manualmente o vírus que foi apresentado como um programa para instalar o software Adobe Flash. Na Ucrânia, o vírus perturbou o funcionamento dos sistemas  informáticos do aeroporto internacional de Odessa (sul).

O metrô de Kiev, alcançado pelo ciberataque NotPetya em junho, indicou que não está aceitando de maneira temporária o pagamento com cartões, mas não mencionou um ataque. Vários meios de comunicação se viram afetados, entre eles o Fontanka, a principal página de informação de São Petersburgo (noroeste), e a agência de notícias Interfax, cujo site não era acessado nesta quarta.

Pouco antes, em 12 de junho, o vírus “Wannacry” afetou milhares de computadores no mundo, paralisando os serviços de saúde britânicos ou fábricas da montadora francesa Renault. Seus autores reclamavam um resgate para desbloquear os aparelhos.

Bitcoin se valoriza, mas cuidado aí

Na sexta-feira, um único bitcoin, a moeda digital mais famosa do mundo, ultrapassou o valor de US$ 6 mil (ou cerca de R$ 19 mil), valorização de 137% desde o primeiro dia de outubro. Esse desempenho, apesar de impressionante, não é novidade para o ativo, que sobe sem parar há cerca de 1 ano e meio. Não é por acaso que a “criptomoeda” tem chamado tanto a atenção dos investidores. Mas, afinal, vale a pena colocar dinheiro em bitcoin?

A reportagem conversou com especialistas e empresários do mercado financeiro, de entusiastas da moeda tecnológica aos mais conservadores. E, de uma forma geral, a recomendação dada aos investidores é de terem cautela. Apesar de reconhecerem a força do ativo, que já dispõe de valor de mercado de US$ 99,7 bilhões (mais que a companhia americana American Express, que vale US$ 82 bilhões na Dow Jones), a alta volatilidade assusta.

“O problema é a incerteza. O bitcoin ainda é arriscado. Para colocar R$ 50 e ver como é, tudo bem”, afirma o coordenador do Centro de Estudos de Finanças da FGV, Willian Eid. “Gosto de investir no que conheço e vejo perspectiva.”

Para Adilson Silva, sócio da consultoria financeira Mazars Cabrera, a falta de lastro em um ativo econômico é o principal problema. “Esse é um mercado que você não consegue avaliar economicamente a situação dele, para onde vai, então você pode perder ou ganhar muito dinheiro”, avalia.

Ressalvas à parte, o fato é que, embora seja complexo e oscilante, as corretoras estão de olho no bitcoin como um possível ativo a integrar suas carteiras de investimento. Membro do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-RJ), Gabriel Aleixo acredita que isso pode vir a acontecer já em 2018. “Vejo o mercado dando sinais de que está mais aberto para uma mudança nesse sentido, seja para utilização da moeda em si ou da tecnologia blockchain, que é o sistema por trás dela”, diz.

O blockchain é a tecnologia que permite autenticar transações na moeda virtual. A XP Investimentos, por exemplo, estuda formas de adaptar a tecnologia para transações do dia a dia, como explica João Paulo Oliveira, especialista da corretora no assunto. “O que o mercado observa é o uso dessa tecnologia, que oferece transações mais rápidas, baratas e seguras”, conta.

Hoje o perfil dos interessados em ganhar dinheiro com a moeda são de investidores mais arrojados e experientes, que buscam diversificar a carteira, conta Rodrigo Batista, CEO do Mercado Bitcoin, plataforma para comprar e vender a moeda.

Equilíbrio 

No longo prazo, alguns especialistas acreditam que a cotação do bitcoin deve se tornar mais estável e a moeda ainda manterá uma trajetória de alta. “Hoje, o bitcoin é uma moeda 100% especulativa. Mas ela deve passar por evolução natural, porque o mundo caminha para a economia digital”, comenta Adilson Silva, da Mazars.

Com o mercado global se voltando para plataformas digitais e se o bitcoin for regulamentado, é possível que a moeda deixe de ser especulativa e volte a ser usada principalmente para compra e venda, avalia.

Regulação 

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o bitcoin é um ativo sem lastro e as pessoas compram porque acreditam na valorização. “Isso é a típica bolha ou pirâmide que existe na economia há centenas de anos”, disse.

Em setembro, o banco central chinês disse que tornaria ilegal a moeda. Na ocasião, a cotação do bitcoin caiu mais de 10% no mercado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo 

Falha em protocolo de segurança do wi-fi é descoberta

Um grupo de cientistas descobriu uma falha de segurança no protocolo WPA2 que protege as conexões de internet por Wi-Fi, indicou nesta segunda-feira o site Ars Technica.

A Equipe de Resposta para Emergências Informáticas dos Estados Unidos (US-Cert) descobriu a falha e deve torná-la pública ainda nesta segunda-feira, de acordo com Ars Technica. “A grande maioria dos pontos de acesso existentes não se beneficiariam rapidamente de uma correção”, advertiu o site.

De acordo com a Ars Technica, “é provável que os atacantes possam espionar o tráfego Wi-Fi quando circulam entre computadores e pontos de acesso”, o que “pode abrir a porta para hackear nomes de domínio dos usuários”.

Aprovada lei que permite ao usuário acumular dados de internet não utilizados

Dados da internet banda larga de celular não utilizados pelo usuário poderão ser acumulados e usados em até dois meses. A proposta (PLS 110/2017) foi aprovada nesta quarta-feira (9), na Comissão de Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado em decisão terminativa. Caso não haja recurso para análise pelo plenário, o texto seguirá direto para a Câmara dos Deputados.

Para o relator, senador Ataides Oliveira (PSDB-TO), a proposta corrige uma distorção em favor dos consumidores, devolvendo a eles o que não foi utilizado, mas que já foi pago. O projeto atualiza a Lei das Telecomunicações (Lei 9.472/1997), como forma de garantir ao usuário o direito de acumular e usufruir o saldo do volume de dados contratado junto às operadoras.

Inicialmente, o texto previa esse uso “a qualquer tempo”, mas o relator acatou a alteração feita na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) por acreditar que manter o saldo indefinido traria prejuízos às operadoras.

A expectativa é de que sejam beneficiados os cerca de 242 milhões de usuários de telefones celulares ativos do país, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Fonte: Agência Brasil